Como trocar o sistema de gestão do clube sem parar a cobrança

Quem decide trocar o sistema de gestão do clube raramente tem medo do sistema novo. O medo é outro: perder anos de histórico dos sócios e, no meio da virada, ficar um mês sem cobrar ou cobrar duas vezes a mesma mensalidade. Por isso, a gente separou aqui os cuidados que fazem a troca acontecer sem susto para a tesouraria nem para o associado.

Resumo rápido: antes de cancelar o sistema antigo, exporte tudo e confira os números. Em seguida, defina um mês de virada: o antigo gera a última cobrança, o novo gera a primeira. Boletos já emitidos vencem onde nasceram, e quem paga no cartão recorrente precisa ser avisado antes.

O que pode dar errado ao trocar o sistema de gestão do clube?

Na prática, quase todo problema de troca de sistema cai em três grupos. O primeiro é o histórico que fica para trás: pagamentos antigos, dependentes, datas de entrada e observações da secretaria. O segundo é a cobrança desencontrada, ou seja, boleto em dobro, mês sem cobrança ou baixa que não aparece. Por fim, vem o associado confuso, que recebe cobrança de um lugar novo sem ter sido avisado.

A boa notícia é que os três se evitam com ordem, e não com tecnologia. Assim, o segredo está na sequência das etapas, não na pressa.

7 cuidados para trocar de sistema sem perder histórico nem cobrança

1. Exporte os dados do sistema antigo antes de pedir o cancelamento

Os dados dos associados são do clube, não do fornecedor. Pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), o clube é o controlador, quem decide sobre os dados, e o sistema é o operador, que trata os dados em nome dele (art. 5º, VI e VII). Além disso, o art. 39 diz que o operador segue as instruções do controlador.

Mesmo assim, peça a exportação completa enquanto o contrato ainda está ativo. Afinal, depois do cancelamento o acesso costuma ser cortado, e negociar arquivo com quem acabou de perder o contrato é bem mais difícil. Peça em planilha: sócios, dependentes, planos, mensalidades pagas e em aberto.

2. Separe o cadastro do histórico financeiro na migração

Cadastro é o que o clube usa todo dia: nome, CPF, contato, plano, dependentes e situação. Já o histórico financeiro serve para consulta, prestação de contas e eventual cobrança de atraso. Ou seja, são coisas diferentes e não precisam do mesmo tratamento.

Por isso, o cadastro tem de entrar completo e conferido no sistema novo. O histórico, por sua vez, pode entrar resumido, com o saldo em aberto de cada sócio, desde que a planilha completa fique arquivada com a diretoria. Dessa forma, nenhuma informação se perde, mesmo que nem toda ela vá para dentro do sistema.

3. Defina o mês de virada da cobrança na troca de sistema

Esta é a decisão mais importante da troca. Escolha um mês e registre por escrito: até ele, quem gera mensalidade é o sistema antigo; a partir do seguinte, só o novo. Em outras palavras, nunca deixe os dois gerando cobrança da mesma competência.

Além disso, desligue a geração automática no sistema antigo assim que a última cobrança sair. Na nossa experiência com implantações, este é o ponto que mais pede atenção: basta esquecer a rotina do sistema que está saindo ligada para o sócio receber duas cobranças.

4. Deixe os boletos já emitidos vencerem no sistema antigo

Boleto emitido continua válido até o vencimento, mesmo depois que o clube decidiu trocar. Portanto, não cancele em massa nem emita de novo pelo sistema novo. Deixe vencer, acompanhe as baixas no antigo e só então leve para o novo o que ficou em aberto, como saldo devedor de cada associado.

Para isso, mantenha o acesso ao sistema antigo, nem que seja só para consulta, até o último vencimento passar.

5. Avise antes quem paga no cartão recorrente

Na maioria dos casos, os dados do cartão ficam guardados no intermediador de pagamento antigo e não podem ser transferidos para outro. Como resultado, o sócio que pagava no cartão vai precisar cadastrar o cartão de novo. Assim, mande o link com antecedência e explique o motivo, porque cobrança que falha sem aviso vira atraso e reclamação na secretaria.

Quer resolver isso no seu clube? O Clube Control centraliza toda a gestão — associados, financeiro, eventos, portaria — num único sistema feito para clubes. Agende uma demonstração gratuita de 30 minutos →

6. Confira quatro números antes de desligar o sistema antigo

Antes de dar a troca por encerrada, compare os dois sistemas em quatro números: total de sócios ativos, total de dependentes, quantidade de inadimplentes e valor total em aberto. Se os quatro batem, a migração está certa. Se algum não bate, a diferença mostra exatamente onde procurar.

Essa conferência leva uma tarde e evita meses de dúvida. Além disso, ela vira documento para a diretoria e para a próxima assembleia, o que também ajuda quando a troca de diretoria faz o clube recomeçar do zero.

7. Comunique os associados antes da primeira cobrança nova

Sócio que recebe cobrança de um remetente desconhecido desconfia, e com razão. Por isso, avise pelos canais oficiais do clube que a cobrança vai mudar, a partir de quando e como ela vai chegar. Em seguida, repita o aviso perto do primeiro vencimento. Afinal, uma mensagem clara na hora certa evita uma fila de ligações na secretaria.

Na troca de sistema, virar de uma vez ou usar os dois juntos?

Para a cobrança, a resposta é virar de uma vez, com data marcada. Já para consulta, vale manter o sistema antigo aberto por um período. Veja a diferença:

Ponto Virada com data marcada Dois sistemas cobrando juntos
Risco de cobrança em dobro Baixo, porque só um sistema gera mensalidade por competência Alto, porque cada sistema segue a própria rotina
Trabalho da tesouraria Concentrado no mês da virada Dobrado enquanto durar a convivência
Confiança do associado Um aviso, uma mudança Duas cobranças, duas origens, muita dúvida
Quando faz sentido Cobrança, cadastro e portaria Apenas consulta de histórico, sem gerar cobrança

Ou seja, os dois sistemas podem conviver, mas só um cobra. O detalhe de como organizar a rotina nessas semanas está no guia de implementação de sistema no clube sem travar a rotina.

Como fica a troca de sistema com o Clube Control

No Clube Control, a migração é feita pela nossa equipe: o clube envia os dados que exportou do sistema antigo, a gente importa e confere junto com a tesouraria antes da primeira cobrança. A partir do mês de virada, as mensalidades saem por Pix, boleto ou cartão, com baixa automática. Dessa forma, cadastro, financeiro e portaria passam a olhar para a mesma informação desde o primeiro dia.

Se a sua dúvida agora é o que a cobrança nova precisa ter, veja o que um sistema de cobrança de mensalidade precisa ter no clube. Para outros passos da saída do papel e das planilhas, confira os conteúdos de Digitalização no blog.

Conheça o Clube Control

Sistema de gestão completo para clubes e associações. Preço fixo, sem taxa por associado, implementação em dias. Agende sua demo gratuita →

Mais Recentes

Rolar para cima