Como aumentar a receita do clube com espaços e eventos

Aumentar a receita do clube com espaços e eventos é a alavanca mais subutilizada da maioria das diretorias. O salão de festas fica vazio durante a semana, a quadra coberta só recebe associado no fim de semana, e o auditório virou depósito. Enquanto isso, a inadimplência aperta, o caixa precisa de fôlego e a assembleia discute onde cortar despesa — quando a resposta certa, na maior parte das vezes, é entender como aumentar a receita do clube sem mexer no valor da mensalidade.

A boa notícia: o seu clube já tem tudo o que precisa. Espaço, infraestrutura, associados engajados. Falta sistema, processo e cobrança organizada. Por isso, neste guia, a gente vai mostrar 7 estratégias práticas para transformar metros quadrados parados em receita recorrente — e como medir o retorno de cada uma.

Por que espaços e eventos são a maior alavanca de receita do clube

Espaços e eventos costumam ser a segunda maior fonte de receita de um clube, logo depois da mensalidade. No entanto, é também a categoria mais mal gerida: agenda na cabeça do funcionário, locação fechada no boca a boca, sem contrato, sem caução, sem follow-up. Como resultado, o clube perde dinheiro de três formas — locações que nunca acontecem, locações que acontecem mas não pagam, e locações que pagam mas custam mais do que rendem.

Ou seja, dá pra praticamente dobrar a receita dessa categoria sem inaugurar nada novo. Basta organizar o que já existe.

7 estratégias para aumentar a receita do clube com espaços e eventos

1. Locação de espaços para festas e eventos privados

Salão de festas, churrasqueira, área de piscina, quadra coberta, auditório. Tudo o que sua sede tem que comporte 30 pessoas ou mais pode virar locação. Defina três coisas: tabela de preços por horário (manhã, tarde, noite), regra clara para associado vs. não-associado, e contrato com caução. Em seguida, divulgue no site do clube, no Instagram e — principalmente — no grupo do WhatsApp dos associados, que são os primeiros compradores.

2. Calendário fixo de eventos próprios do clube

Eventos que o clube organiza (festa junina, baile dos pais, Halloween infantil, jantar dançante, churrasco da diretoria) são fonte direta de receita via venda de ingressos e bar. Por isso, monte um calendário anual com 8 a 12 eventos fixos e divulgue logo em janeiro. Dessa forma, o associado se planeja, e o clube cria previsibilidade no caixa.

3. Reserva paga de espaços com lotação limitada

Quadra de tênis, sala de jogos, piscina aquecida, sauna. Itens com lotação limitada precisam de reserva. Cobrar uma taxa simbólica por reserva (algo entre R$ 10 e R$ 30) faz duas coisas ao mesmo tempo: gera receita acessória e reduz no-show — o associado que pagou aparece.

4. Parcerias com escolinhas e prestadores

Escolinha de futebol, natação, judô, dança, yoga, pilates. Em vez de o clube assumir o custo do professor, a parceria funciona assim: o prestador usa o espaço, o clube fica com 20% a 40% da matrícula. Como resultado, o clube ganha sem investir, e o associado tem mais oferta de atividade.

5. Day use e taxa para convidados

Convidado de associado, em vez de entrar de graça, paga uma taxa. Visitante de cidade vizinha pode usar a sede num formato day use pago. Além disso, em datas quentes (carnaval, feriadão, verão), o day use vira receita expressiva — e atrai potenciais novos associados que vão experimentar antes de fechar.

6. Patrocínio nos eventos do clube

O comércio local adora patrocinar evento de clube — público qualificado, baixo custo. Monte 3 cotas (por exemplo R$ 500 / R$ 1.500 / R$ 3.000) com contrapartida clara: logo no banner, anúncio no áudio, stand no evento. Padaria, ótica, farmácia, escola, imobiliária são os patrocinadores mais comuns. Portanto, ofereça antes que peçam.

7. Gestão centralizada para não perder receita no meio do caminho

De nada adianta criar 6 fontes de receita se a agenda de eventos está numa planilha, o contrato no Word, a cobrança no boleto avulso e o controle de quem pagou na cabeça da secretária. É exatamente esse problema que o Clube Control resolve: agenda de espaços, contrato, cobrança recorrente, controle de inadimplência e relatório de receita por categoria — tudo num só lugar.

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Como medir o ROI de cada espaço e evento do clube

Receita bruta não conta a história inteira. Para cada espaço e evento, calcule três indicadores simples: taxa de ocupação (% de datas vendidas vs. disponíveis), receita por hora de uso e margem líquida (receita menos custo de luz, limpeza, segurança, garçom). Em seguida, classifique cada espaço em três grupos:

  • Estrelas: alta ocupação e alta margem. Promover ainda mais e considerar reajuste.
  • Geram caixa: baixa ocupação, mas margem boa. Vale aumentar a divulgação.
  • Furam o caixa: baixa margem, custo de manutenção alto. Reavaliar uso, cobrar mais ou desativar.

Reveja essa classificação a cada trimestre. Afinal, o que era estrela no verão pode virar furo no inverno. Para entender o impacto fiscal dessas receitas no seu clube — especialmente o que conta como receita não-associativa —, vale consultar o SEBRAE ou a sua contabilidade antes de definir tabela de preços.

Esse acompanhamento mensal por categoria é o que separa um clube que sabe como aumentar a receita de um clube que só reage quando o caixa aperta. Veja outros artigos na nossa categoria de Administração para aprofundar tópicos como controle de inadimplência, gestão de eventos e ROI por categoria.

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Perguntas frequentes sobre como aumentar a receita do clube

Quanto a receita de espaços e eventos pode representar no faturamento do clube?

Depende da estrutura, mas em clubes médios bem geridos é comum a receita de espaços e eventos representar entre 20% e 35% do faturamento total. Por isso, é a segunda maior fonte de receita depois da mensalidade — e justamente a mais subutilizada na maioria dos clubes.

É preciso emitir nota fiscal para locação de espaços do clube?

Sim. Locação para não-associado é receita não-associativa e pode ser tributável, dependendo do enquadramento do clube. Portanto, alinhe com a contabilidade antes de começar a divulgar: o regime tributário define alíquotas e obrigações acessórias. Não vale a pena receber por fora — risco fiscal alto, retorno baixo.

Como evitar inadimplência em locação de espaços?

Três regras valem ouro: caução de 30% a 50% no fechamento, pagamento integral até 7 dias antes do evento, e contrato assinado com cláusula de multa. Dessa forma, o cliente comprometido fica, e quem só “reservou” sem intenção de pagar não trava sua agenda.

Vale a pena cobrar o próprio associado pelo uso da quadra ou salão?

Sim, em duas situações: quando o espaço é disputado (uma taxa simbólica reduz no-show e dá previsibilidade) e quando o uso gera custo extra (luz da quadra à noite, limpeza pós-festa). Cobre baixo, mas cobre — gera receita e responsabiliza o associado pelo uso do bem comum.

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